Descubra o que é meditação, significado, benefícios e como meditar de forma simples
Alguns pensam que meditar é não pensar em nada, outros acham que é só sentar relaxado ouvindo música ou o som da natureza. Outros falam que é estar no presente(aqui e agora), com foco, atenção plena. Pode ser ainda a mais profunda forma de autoconhecimento, uma experiência prática de comunhão com o divino, de revelação, iluminação, despertar para a verdadeira natureza do ser. A meditação está de fato cada vez mais presente em nossa sociedade. Com a ciência comprovando seus inúmeros benefícios e as pessoas por outro lado cada vez mais preocupadas com a saúde mental. A cultura ocidental chegou ao seu ápice, junto com a ansiedade, o estresse e a depressão. Felizmente, a meditação surge como ferramenta para combater esses males. Hoje o mindfulness está nas grandes empresas. Pode ser literalmente traduzido como atenção plena, que são técnicas de meditação recriadas sem qualquer conotação religiosa e adaptadas para o mundo atual. Mas se o mindfulness vem para sanar as questões da mente e corpo afetadas por um cotidiano cada vez mais turbulento, existe algo transcendental a mais na meditação que todo mundo busca. E na realidade é o um dos seus objetivos principais… Compreender a própria existência, o próprio Eu. O que é a Meditação? Meditação é uma prática milenar para treinar a mente e desenvolver a habilidade da plenitude da consciência. Dessa forma estaremos continuamente conscientes de algum objetivo escolhido. Seja a atenção plena, o estado de presença, o foco, o amor, o desapego, a compaixão, algo que queremos manifestar, uma questão que queremos solucionar e principalmente um contato íntimo com a nossa verdadeira natureza. É difícil dissociar a meditação da espiritualidade, pois a sua fonte original são as práticas espirituais vindas da antiga Índia, que ainda hoje vivem principalmente no budismo e no Yoga. Independente de crenças, é comprovado que a meditação é um exercício para trazer mais equilíbrio para todo o organismo, que propicia clareza e bem-estar para a nossa vida. O que significa Meditação? A etimologia da palavra meditação tem origem latina e como toda a base linguística e cultural Ocidental, fundamentada em uma ótica cristã. Meditatum, vem do latim “Ponderar, refletir, planejar”. Ou mesmo da palavra Meditare, que significa encontrar um centro, o meio, centramento.. Tudo a ver com equilíbrio, com olhar para dentro. E mesmo considerando a ótica cristão, é uma forma de contemplação, baseada na própria experiência da oração. A contemplação, o rezo, o uso de contas(colar, japamalas, terço) são práticas de diversas culturas totalmente relacionadas à meditação. É válido dizer que a meditação em si engloba várias práticas e pode gerar algumas visões diferentes dependendo da religião, escola e interpretação. Separei algumas ideias principais que existem quanto a meditação, técnica e experiências com base no Oriente. Lembrando que é só uma síntese. Dhyana – Dentro do Yoga é a meditação em essência. A arte da contemplação. Dhyana pode ser compreendido como ter um fluxo contínuo de consciência. O aprofundamento natural da concentração. Pode se dar sobre um objeto ou abstração, sem distrações. Gom – Uma das palavras tibetanas que se relacionam com a prática da meditação, que significa habituar-se, familiarizar-se (adaptar-se à nova mentalidade, estar em paz consigo mesmo, com as suas emoções, construir bons hábitos mentais). Vipassana – Uma das técnicas de meditação budista que vem se popularizando, apesar de poder conter contextos e significados diferentes. Significa em essência a observação integral, introspecção, uma contemplação com foco no insight. Zazen – A prática central do Zen Budismo é sentar-se, observar a si mesmo, observar a mente com base na respiração. A prática é realizada de frente com a parede. Deixando que os pensamentos e sensações passem, e a compreensão da realidade chegue. Meditação é religião ou autoconhecimento? A meditação é uma ação consciente da mente. Uma intertecnologia que funciona independente e conjuntamente com qualquer sistema de crenças. Não é preciso acreditar em Deus, ter fé ou praticar qualquer ritual. Basta se conectar com algumas técnicas e colher os bons frutos comprovados da meditação. Todavia, segundo estudos do Dr. Herbert Benson, cardiologista e professor da Universidade de Harvard, um dos primeiros cientistas a investigar a meditação, quando associada à fé(independente de qual), a meditação parecia ter efeitos ainda mais promissores. Isso porque ele analisava principalmente os efeitos das dores da angina, necessidades de intervenção cirúrgica e hipertensão nos pacientes. É válido mencionar que esses resultados podem variar dependendo das técnicas meditativas e condições de cada pessoa. Independente da religião, meditar é se conhecer. É como olhar-se através de um espelho, mas ao invés de observar as nuances de seu corpo físico, você irá se deparar com as particularidades da sua mente. Durante o cotidiano, no estado de vigília, a nossa mente já está bem adaptada à resolução de problemas e o raciocínio para realizar as atividades diárias. Mas é fato, que muitas das nossas questões, especialmente as mais íntimas e profundas, não conseguimos encontrar resposta simplesmente com a ruminação mental a que estamos habituados. Você já teve a experiência de dormir com alguma questão e perceber que tinha a solução logo ao acordar? Ou que no dia seguinte um problema já não parecia uma grande perturbação como era até a noite anterior? A solução chegou sem precisar quebrar a cabeça. Durante o sono, a nossa atividade mental também existe, muitas vezes reorganizando e processando as informações que não conseguimos fazer despertos. E até acessando lugares que evitamos ou não estamos habitualmente conscientes.. E assim como o sono é importante para trabalhar com uma parte oculta da nossa mente, a meditação é importante para dar a luz que não temos durante o estado acelerado de vigília. Com a prática meditativa você começa a encontrar respostas, a entender o que não entendia antes, tendo outros pontos de vista que não conseguia ter, revelações sobre você mesmo, para principalmente se compreender mais… Autoconhecimento. Meditar é um meio de sintonizar com as frequências da sua mente. E não só dos seus pensamentos, mas é possível perceber que há várias estações para acessar. Assim como
O que é Yoga? Origem, Para que Serve e Como Praticar
Seja você praticante ou iniciante, preparamos um guia completo e resumido sobre o que é Yoga, além das aparências. Qual “tipo” escolher, para que serve e como praticar? A prática de Yoga(Ioga) vem se popularizando cada vez mais no mundo ocidental. Não só com o crescimento de espaços, salas e academias pelas cidades. Mas também pela ampla divulgação de dicas e aulas pela internet. Basta abrir o feed do Instagram, que sempre verá fotos de belas paisagens com alguém fazendo Sirsasana, a postura invertida sobre a cabeça. Por isso, quem vive conectado já tem uma breve noção do que é Yoga. Ou pelo menos do que aparenta ser… Será que é isso mesmo? Vivemos tempos acelerados, com aumento de transtornos mentais como a ansiedade e a depressão. Para contrabalancear, o Yoga torna-se uma “prática terapêutica alternativa” em grande crescimento para auxiliar no equilíbrio da mente. Lidar com o ritmo do cotidiano e o caos urbano fica mais fácil com ferramentas como o Yoga. Se você ainda não pratica, com certeza já deve ter visto alguém indicar para esse propósito. Por que não se aprofundar? Exercício físico contorcionista? Técnica terapêutica de autoconhecimento? Poses artísticas corporais? Moda das pessoas do movimento “Gratidão”? Por trás de aparências, julgamentos e das poses fotogênicas dessa “terapia alternativa”, há um conhecimento antigo e muito profundo para se mergulhar. Afinal, o que é Yoga? Para que serve realmente? O que é Yoga? Definir Yoga é uma tarefa complexa. A palavra é milenar e foi empregada em diversos contextos ao longo da história da Índia. Não só no tempo, mas de formas multifacetadas nas diferentes tradições de escolas indianas. Se recorrermos ao senso comum contemporâneo, definiremos Yoga como um conjunto de práticas físicas que envolve posturas, meditação e respiração. Está errado? Claro que não, mas essa definição é muito superficial se comparada ao poder transcendental que o Yoga pode assumir. É inegável que a mística, a confusa bagagem cultural do hinduísmo e suas deidades, fizeram o Ocidente monoteísta interagir de forma diferente com o corpo filosófico. Apropriando-se de alguns elementos, mas descartando outros. Particularmente, percebo que a noção do que é Yoga ficou presa ao que a prática aparenta ser visualmente, como a flexibilidade no corpo. Tanto é que até o modelo de notebook da Lenovo que se desdobra todo, leva o nome de Yoga. Essa simplificação de definição esconde da grande maioria das pessoas o vasto conhecimento que há por trás das técnicas iogues. Claro que todas as palavras são fluidas e vão ganhando novos significados e aplicações ao longo do tempo. Mas se tratando do Yoga, é importante investigar com profundidade a essência dessa palavra. Principalmente para nós praticantes e para quem pretende se iniciar nesse universo. E para finalmente responder o que é Yoga, que tal recorrermos às grandes escrituras, os pensadores e organizadores desse conhecimento? Separei um vídeo também falando um pouco mais sobre o assunto de forma mais rápida. Como os sábios definiram Yoga? O mais famoso Patanjali da história do hinduísmo, foi o grande sistematizador a compilar o conhecimento do Yoga pré-existente há cerca de 2 mil anos atrás em sutras. Desde então, os Yoga Sutras de Patanjali tornaram-se um dos grandes clássicos do Yoga, base para praticantes, iniciados e professores aprofundarem-se nos estudos filosóficos. E ele começa introduzindo o Yoga assim (segundo verso): Yogaś citta vr̥tti nirodhaḥ “Yoga é o domínio dos fluxos da mente”, como basicamente podemos sintetizar esse trecho. Os pensamentos em geral fluem em sequência, a partir de estímulos e associações. Aparentemente não é possível controlá-los, mas… Com a prática de Yoga, compreendemos a natureza do funcionamento da mente e a permanecer num estado de consciência pura. Elevar a compreensão do que somos para além do fluxo de pensamentos. “Yoga é a cessação da identificação com as flutuações que emergem da consciência”. Segundo a tradução do professor Marshall Govindan, que considero muito completa. A compreensão da diferença entre o “Observador” e “Aquilo que é Visto”, nos faz deixar de nos identificarmos com o que é passageiro, para encontrar o que realmente somos. Ou como algumas outras escolas relatam, a fusão dos dois. Logo, a prática de Yoga tem como objetivo a autorrealização pelo autoconhecimento. Esse autoconhecimento chega através da prática disciplinada. Esse processo de limpar a consciência do egoísmo, do hábito de achar que somos os nossos pensamentos, sentimentos e sensações passageiras é Yoga. Yogah Samãdhih Yoga é Samadhi. Os Yoga Sutras de Patanjali apresentam de forma bem completa a noção de samádi. E assim sintetiza o Yoga-Bhâshya de Vyasa. Samadhi é a “comunhão divina”, estado onde se funde observador e aquilo que é observado. Sujeito e objeto são um só. Essa é uma das decorrências máximas da prática meditativa. Yoga é portanto a tecnologia da autotranscendência. Onde a realidade máxima pode ser conhecida. Yoga fica muito mais interessante do que uma simples prática física sobre um tapete, não acha?! A vida toda é Yoga Se por enquanto estávamos falando sobre definições milenares para Yoga, agora chegamos na modernidade. Sri Aurobindo foi um verdadeiro revolucionário, reuniu toda bagagem tradicional da Yoga e tratou de adaptá-la ao contexto Ocidental do século XX. Construir o Céu na Terra, formular um caminho espiritual, que integre também a realidade do mundo material fazem parte da sua filosofia de Aurobindo. E o Yoga deixa de ser só o resultado final, místico e asceta, mas passa a ser visto de forma integral, em toda a expressão da natureza e do ser humano. A vida, de forma consciente ou subconsciente busca a autoperfeição, desenvolver suas potencialidades para encontrar a sua realidade divina. E não há técnicas específicas para isso, seja asanas ou respiração. Basta abrir-se com sinceridade para o poder superior. Yoga é tecnologia capaz de mudar a forma que você é Quem diz isso é Sadhguru, um grande yogi atual. O que os anos de experiência mostravam aos praticantes de yoga, a ciência já comprova através de estudos, o yoga é capaz de nos mudar completamente. A expressão do nosso DNA, o funcionamento